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O Modelo Da Vida Holandesa, Uma Vila Inteira Dedicada Ao Cuidado Com A Demência

  • Foto do escritor: Grupo Acolher e Cuidar Franchising
    Grupo Acolher e Cuidar Franchising
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O envelhecimento traz desafios complexos, especialmente quando envolve doenças neurodegenerativas como a demência, que afetam memória, comportamento e autonomia. Em busca de alternativas que tragam mais dignidade e autonomia às pessoas idosas com demência, alguns modelos de cuidado têm despontado internacionalmente por combinar ambiente, significado social e suporte contínuo. Essas abordagens inovadoras mostram como é possível reinventar o cuidado à medida que a necessidade de soluções humanizadas cresce.


Segundo uma matéria publicada no portal Apolitical, na Holanda, um modelo de cuidado chamado Hogeweyk oferece uma experiência de moradia adaptada à realidade de pessoas com demência, funcionando como uma pequena vila em que os residentes podem se sentir em um ambiente familiar e seguro. A vila possui ruas, praças, casas, mercearia, café e outras estruturas que simulam um bairro tradicional, permitindo que os moradores conduzam tarefas do cotidiano como cozinhar, fazer compras ou socializar, de forma natural e integrada à sua rotina. Profissionais de saúde atuam dentro desse ambiente desempenhando funções cotidianas, como atendentes de loja ou baristas, o que reduz a sensação de institucionalização e favorece lembranças e estímulos familiares para os residentes. Esse projeto busca proporcionar uma realidade alternativa que respeite a identidade pessoal e facilite a manutenção de capacidades funcionais, mesmo diante do avanço da demência.


Especialistas apontam que ambientes assim podem ampliar a interação social, reduzir comportamentos agressivos ou desorientados, e manter as pessoas com demência mais ativas ao longo do dia, em comparação com modelos tradicionais de cuidado mais restritivos. A proposta valoriza o conceito de que pessoas com perda cognitiva continuam a ser sujeitos de uma vida com sentido, e que estímulos ambientais, rotinas conhecidas e relações sociais favorecem o bem-estar emocional, reduzindo a sensação de isolamento e confusão. Esse tipo de experiência inovadora tem chamado a atenção de profissionais, gestores e famílias ao redor do mundo, que buscam formas mais humanas de acompanhar o envelhecimento com limitações cognitivas.


Dada a complexidade do envelhecimento com demência e outras condições cognitivas, torna-se cada vez mais evidente que um cuidado contínuo, personalizado e afetivo como o oferecido por assistentes domiciliares e equipes multiprofissionais, pode transformar o cotidiano da pessoa idosa. Nesse modelo de assistência, é possível promover estímulos adaptados, supervisionar rotinas com atenção e segurança, proteger contra riscos de isolamento e declínio funcional, além de fortalecer o bem-estar emocional. A presença qualificada no ambiente domiciliar garante uma vida mais digna, humana e conectada às necessidades individuais, contribuindo para que o envelhecimento seja vivido com mais sentido, conforto e participação social.


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